Congregação Mariana, ontem, hoje e sempre missionária.


“Nós somos missionários, por Cristo convidados, vamos pois, congregados, seu Reino, construir…” (Hino oficial das Congregações Marianas)

Olá Congregados Marianos,

Salve Maria!

Mais um Dia Nacional, quando completamos 452 anos de história. Nada melhor do que celebrar, agradecer a nossa Missão, desde sempre! Pois, nascemos missionários e na fidelidade continuamos missionários. O congregado mariano é um discípulo missionário, que evangeliza.

A partir da leitura de três documentos da Igreja (ver bibliografia), procuramos resgatar nosso perfil missionário, em um tempo que estamos sendo bombardeados pelos diversos meios de comunicação, causando, não raro, desânimo e aos poucos algumas congregações marianas, vão deixando de existir. Mas, na certeza, que podemos reverter este quadro, a partir de uma conversão interior, primeiro passo, a ser dado se queremos que a nossa Congregação Mariana seja SEMPRE MISSIONÁRIA.

A evangelização obedece ao mandato missionário de Jesus: “Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado” (Mt 28, 19-20). O verbo “ir” nos impulsiona, nos lança a frente, mostrando uma congregação mariana em saída, com iniciativa, sem medo, procurando os afastados, convidando os excluídos. Com obras e gestos a congregação missionária entra na vida diária das pessoas, encurta as distâncias, contrai “cheiro de ovelha” e estas escutam sua voz. Mas, a congregação mariana também sabe festejar: celebra e festeja cada pequena vitória, cada passo em frente.

Congregado, a sua congregação mariana não é uma estrutura caduca, e pode assumir formas muito diferentes que requerem a docilidade e a criatividade missionária dos seus membros. Veja o exemplo da Juventude, com nomes e formas diferentes de trabalho, mas utilizando práticas e normas das congregações marianas, e, desta forma seguem lado a lado. O importante será não sermos uma estrutura complicada, separada das pessoas, nem um grupo de eleitos que olham para si mesmos. A congregação deve incentivar e formar os seus membros. A congregação deve ser um local onde os sedentos possam se saciar de conhecimentos de Maria e deve ser também local de revisão de sua caminhada.

Cada congregação mariana, porção da Confederação Nacional sob a guia do seu Assistente Nacional, também é chamada nestes tempos à conversão missionária. Cada Congregação Mariana deve ser sujeito primário da evangelização, enquanto é parte da manifestação concreta da Igreja, una, santa, católica e apostólica.

A chave missionária: “nós somos missionários por Cristo convidados…”, nos aponta que devemos nos ater a essência da mensagem, o que é mais belo, mais atraente, mais necessário, a verdade do Evangelho, sem se preocupar com as nossas limitações, pois quem tudo conduz é o Espírito Santo. Este deve ser o olhar do congregado, discípulo missionário que “se nutre da luz e da força do Espírito Santo”.

O papa Francisco, pede que fiquemos atentos ao relativismo e que devemos fazer valer nossas sólidas convicções doutrinais e espirituais e que não nos roubem o entusiasmo missionário. Precisamos ser “sal” e “luz” nos ambientes em que vivemos. Daí, o papa pergunta: – E nosso tempo livre, como utilizamos? – Que compromissos priorizamos? Será que nos preocupamos muito com nosso tempo pessoal em detrimento à tarefa de evangelização? Quais venenos nos paralisam?

Em virtude do Batismo recebido, cada membro do povo de Deus tornou-se discípulo missionário (cf. Mt 28,19). Somos sujeitos ativos no processo de evangelização, independente, do grau de conhecimento, pois, como nos diz Inácio de Loyola “Não é o muito saber que sacia e satisfaz a alma, mas o sentir e saborear as coisas internamente” (EE,2). Cada congregado mariano é missionário, na medida em que se encontrou com o amor de Deus, não importa a situação em que esteja. Precisamos nos convencer disto!

Ótima oportunidade, são nossos encontros em Aparecida-SP, “O caminhar juntos para o santuário de Aparecida, levando também os filhos ou convidando a outras pessoas, é em si mesmo um gesto evangelizador”. Não podemos controlar esta força missionária! Precisamos, sim, fazer a nossa Romaria do Rosário, cada vez maior, participativa, querida por todos os congregados marianos.

A importância da “Palavra de Deus”, contida na Sagrada Escritura, que devemos ter o hábito da contemplação, e/ou meditação diária. Tirar 30 minutos por dia e deixar Deus nos falar, para nos afetar e assim descobrir a sua mensagem principal a cada dia e comparar, também a cada dia com as mensagens que o mundo nos oferece, como separar o joio e o trigo em nosso coração? Ignorando o que não presta e se apossando daquilo que nos toca, nos afeta, nos consola. O mandato missionário do Senhor inclui o apelo ao crescimento da fé, quando diz: “ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado” (Mt 28, 20). Daqui se vê claramente que o primeiro anúncio deve desencadear também um caminho de formação e de amadurecimento.

Na missão, impele o acompanhamento espiritual, um congregado mais experiente pode exercer esta função, pois a exemplo de São Paulo com Timóteo e Tito, vemos o acompanhamento acontecer, com formação e ação apostólica. Paulo estava preso, mas a Palavra de Deus andava. Os discípulos missionários acompanham discípulos missionários.

Os congregados marianos devem ser evangelizadores com espírito, quer dizer, evangelizadores que rezam e trabalham. Devem ser amigos de Jesus, pois, toda Sua a vida, a sua forma de tratar os pobres, os seus gestos, a sua coerência, a sua generosidade simples e quotidiana e, finalmente, a sua total dedicação, tudo é precioso e fala à nossa vida pessoal. Unidos a Jesus, procuramos o que Ele procura. E o que Ele procurou durante toda a sua existência: – A Glória do Pai.

Então, para além dos estreitos limites dos nossos desejos, da nossa compreensão e das nossas motivações, evangelizamos para a maior glória do Pai que nos ama. Portanto, quando vivemos a mística de nos aproximar dos outros com a intenção de procurar o seu bem, ampliamos o nosso interior para receber os mais belos dons do Senhor. Em consequência disto, se queremos crescer na vida espiritual, não podemos renunciar a ser missionários.

A tarefa da evangelização enriquece a mente e o coração, abre-nos horizontes espirituais, torna-nos mais sensíveis para reconhecer a ação do Espírito, faz-nos sair dos nossos esquemas espirituais limitados. Ao mesmo tempo, um congregado missionário plenamente devotado ao seu trabalho experimenta o prazer de ser um manancial que transborda e refresca os outros. Só pode ser missionário quem se sente bem procurando o bem do próximo, desejando a felicidade dos outros. Esta abertura do coração é fonte de felicidade, porque “a felicidade está mais em dar do que em receber” (At 20,35).

Congregados Marianos pessimistas, fatalistas, desconfiados. São pessoas que não se dedicam à missão, porque creem que nada pode mudar e assim, segundo eles, é inútil esforçar-se.  Pensam: “Para quê privar-me das minhas comodidades e prazeres, se não vejo algum resultado importante?” Com esta mentalidade, torna-se impossível ser missionário. Esta atitude é precisamente uma desculpa maligna para continuar fechado na própria comodidade, na preguiça, na tristeza insatisfeita, no vazio egoísta. Trata-se de uma atitude autodestrutiva, porque “o homem não pode viver sem esperança: a sua vida, condenada à insignificância, tornar-se-ia insuportável”.

Relendo a Bis Saeculari Die (Carta Magna das Congregações Marianas), do papa Pio XII, escrita a sessenta e sete anos atrás, nos apontava uma Congregação Mariana que produzia magníficos frutos, devido a seu número sempre crescente; pela eficácia espiritual de suas regras e pela pujante vitalidade interior que marcava o congregado mariano.

E a Santa Sé louvava o trabalho apostólico dos Congregados, pelo que produziam para a Igreja; pela colaboração fraterna com as demais associações católicas e pelo respeito à hierarquia: papa e bispos, e definia as congregações marianas como associações apostólicas, consideradas verdadeira ação católica e devem ser o que são, mantendo os trabalhos missionários, que tanto tem contribuído à Igreja.

Também há 25 anos, o papa Santo João Paulo II, nos deixava a Carta Encíclica, Redemptoris Missio falando sobre a validade do mandato missionário. Apresentando-nos Jesus, como único Salvador, pois “ninguém vai ao Pai, senão por Mim” (Jo 14,6), mostrando que a fé em Cristo é uma proposta de liberdade ao homem, que tem a Igreja como sinal e instrumento de salvação para todos os homens.
Na vida pública, Jesus torna presente o Reino e nos ensina que devemos estar a serviço deste Reino, onde o Espírito Santo é protagonista da missão, apontando vários caminhos, e na imensidão de horizontes, devemos seguir: “do Prata ao Amazonas, do Mar as Cordilheiras” (Hino das Congregações Marianas).

O papa nos apresenta os caminhos da missão: – Deve começar com o testemunho; depois o anúncio; seguindo, o convite à conversão; mas nossas congregações devem estar abertas e preparadas para receber e formar novos membros. E, para sermos forças evangelizadoras, precisamos dialogar com as pessoas, saber promover às congregações marianas, tendo a caridade como fonte e critério da missão.
Por fim o papa Santo João Paulo II, nos aponta, qual deve ser a espiritualidade missionária: 1º) Deixar-se conduzir pelo Espírito; 2º) Viver o Mistério de “Cristo enviado”; 3º) Amar a Igreja e os homens como Jesus amou e 4º) O verdadeiro missionário é santo, ou seja, um congregado mariano santo.

Para o congregado mariano manter vivo o ardor missionário, é necessária uma decidida confiança no Espírito Santo, porque Ele “vem em auxílio da nossa fraqueza” (Rm 8,26). Olhemos a figura da Virgem Maria, Estrela da Evangelização, colaboradora com gratidão na obra da salvação. Como os Apóstolos depois da ascensão de Cristo, as Congregações Marianas devem reunir-se “com Maria, a Mãe de Jesus” (At 1,14), para implorar o Espírito e obter força e coragem para cumprir o mandato missionário.

Não devemos desanimar, mas imitando a coragem dos Apóstolos, temos necessidade de ser transformados e guiados pelo Espírito.

Feliz Dia do Congregado Mariano!

Salve Maria!

Eduardo Lopes Caridade




Bibliografia:
  • Exortação Apostólica Evangelii Gaudium [2], Papa Francisco, de 24/nov/2013, nº 19, 24, 28, 30, 35, 45, 50, 80, 81, 120, 124, 160, 173, 262, 265, 267, 272, 275, 280;
  • Constituição Apostólica Bis Saeculari Die, Papa Pio XII, de 27/set/1948;
  • Carta Encíclica Redemptoris Missio, Papa João Paulo II, de 7/dez/1990.


ongregação Mariana, ontem, hoje e sempre missionária.

Dia Nacional
“Nós somos missionários, por Cristo convidados, vamos pois, congregados, seu Reino, construir…” (Hino oficial das Congregações Marianas)
Olá Congregados Marianos,
Salve Maria!
Mais um Dia Nacional, quando completamos 452 anos de história. Nada melhor do que celebrar, agradecer a nossa Missão, desde sempre! Pois, nascemos missionários e na fidelidade continuamos missionários. O congregado mariano é um discípulo missionário, que evangeliza.
A partir da leitura de três documentos da Igreja (ver bibliografia), procuramos resgatar nosso perfil missionário, em um tempo que estamos sendo bombardeados pelos diversos meios de comunicação, causando, não raro, desânimo e aos poucos algumas congregações marianas, vão deixando de existir. Mas, na certeza, que podemos reverter este quadro, a partir de uma conversão interior, primeiro passo, a ser dado se queremos que a nossa Congregação Mariana seja SEMPRE MISSIONÁRIA.
A evangelização obedece ao mandato missionário de Jesus: “Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado” (Mt 28, 19-20). O verbo “ir” nos impulsiona, nos lança a frente, mostrando uma congregação mariana em saída, com iniciativa, sem medo, procurando os afastados, convidando os excluídos. Com obras e gestos a congregação missionária entra na vida diária das pessoas, encurta as distâncias, contrai “cheiro de ovelha” e estas escutam sua voz. Mas, a congregação mariana também sabe festejar: celebra e festeja cada pequena vitória, cada passo em frente.
Congregado, a sua congregação mariana não é uma estrutura caduca, e pode assumir formas muito diferentes que requerem a docilidade e a criatividade missionária dos seus membros. Veja o exemplo da Juventude, com nomes e formas diferentes de trabalho, mas utilizando práticas e normas das congregações marianas, e, desta forma seguem lado a lado. O importante será não sermos uma estrutura complicada, separada das pessoas, nem um grupo de eleitos que olham para si mesmos. A congregação deve incentivar e formar os seus membros. A congregação deve ser um local onde os sedentos possam se saciar de conhecimentos de Maria e deve ser também local de revisão de sua caminhada.
Cada congregação mariana, porção da Confederação Nacional sob a guia do seu Assistente Nacional, também é chamada nestes tempos à conversão missionária. Cada Congregação Mariana deve ser sujeito primário da evangelização, enquanto é parte da manifestação concreta da Igreja, una, santa, católica e apostólica.
A chave missionária: “nós somos missionários por Cristo convidados…”, nos aponta que devemos nos ater a essência da mensagem, o que é mais belo, mais atraente, mais necessário, a verdade do Evangelho, sem se preocupar com as nossas limitações, pois quem tudo conduz é o Espírito Santo. Este deve ser o olhar do congregado, discípulo missionário que “se nutre da luz e da força do Espírito Santo”.
O papa Francisco, pede que fiquemos atentos ao relativismo e que devemos fazer valer nossas sólidas convicções doutrinais e espirituais e que não nos roubem o entusiasmo missionário. Precisamos ser “sal” e “luz” nos ambientes em que vivemos. Daí, o papa pergunta: – E nosso tempo livre, como utilizamos? – Que compromissos priorizamos? Será que nos preocupamos muito com nosso tempo pessoal em detrimento à tarefa de evangelização? Quais venenos nos paralisam?
Em virtude do Batismo recebido, cada membro do povo de Deus tornou-se discípulo missionário (cf. Mt 28,19). Somos sujeitos ativos no processo de evangelização, independente, do grau de conhecimento, pois, como nos diz Inácio de Loyola “Não é o muito saber que sacia e satisfaz a alma, mas o sentir e saborear as coisas internamente” (EE,2). Cada congregado mariano é missionário, na medida em que se encontrou com o amor de Deus, não importa a situação em que esteja. Precisamos nos convencer disto!
Ótima oportunidade, são nossos encontros em Aparecida-SP, “O caminhar juntos para o santuário de Aparecida, levando também os filhos ou convidando a outras pessoas, é em si mesmo um gesto evangelizador”. Não podemos controlar esta força missionária! Precisamos, sim, fazer a nossa Romaria do Rosário, cada vez maior, participativa, querida por todos os congregados marianos.
A importância da “Palavra de Deus”, contida na Sagrada Escritura, que devemos ter o hábito da contemplação, e/ou meditação diária. Tirar 30 minutos por dia e deixar Deus nos falar, para nos afetar e assim descobrir a sua mensagem principal a cada dia e comparar, também a cada dia com as mensagens que o mundo nos oferece, como separar o joio e o trigo em nosso coração? Ignorando o que não presta e se apossando daquilo que nos toca, nos afeta, nos consola. O mandato missionário do Senhor inclui o apelo ao crescimento da fé, quando diz: “ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado” (Mt 28, 20). Daqui se vê claramente que o primeiro anúncio deve desencadear também um caminho de formação e de amadurecimento.
Na missão, impele o acompanhamento espiritual, um congregado mais experiente pode exercer esta função, pois a exemplo de São Paulo com Timóteo e Tito, vemos o acompanhamento acontecer, com formação e ação apostólica. Paulo estava preso, mas a Palavra de Deus andava. Os discípulos missionários acompanham discípulos missionários.
Os congregados marianos devem ser evangelizadores com espírito, quer dizer, evangelizadores que rezam e trabalham. Devem ser amigos de Jesus, pois, toda Sua a vida, a sua forma de tratar os pobres, os seus gestos, a sua coerência, a sua generosidade simples e quotidiana e, finalmente, a sua total dedicação, tudo é precioso e fala à nossa vida pessoal. Unidos a Jesus, procuramos o que Ele procura. E o que Ele procurou durante toda a sua existência: – A Glória do Pai.
Então, para além dos estreitos limites dos nossos desejos, da nossa compreensão e das nossas motivações, evangelizamos para a maior glória do Pai que nos ama. Portanto, quando vivemos a mística de nos aproximar dos outros com a intenção de procurar o seu bem, ampliamos o nosso interior para receber os mais belos dons do Senhor. Em consequência disto, se queremos crescer na vida espiritual, não podemos renunciar a ser missionários.
A tarefa da evangelização enriquece a mente e o coração, abre-nos horizontes espirituais, torna-nos mais sensíveis para reconhecer a ação do Espírito, faz-nos sair dos nossos esquemas espirituais limitados. Ao mesmo tempo, um congregado missionário plenamente devotado ao seu trabalho experimenta o prazer de ser um manancial que transborda e refresca os outros. Só pode ser missionário quem se sente bem procurando o bem do próximo, desejando a felicidade dos outros. Esta abertura do coração é fonte de felicidade, porque “a felicidade está mais em dar do que em receber” (At 20,35).
Congregados Marianos pessimistas, fatalistas, desconfiados. São pessoas que não se dedicam à missão, porque creem que nada pode mudar e assim, segundo eles, é inútil esforçar-se.  Pensam: “Para quê privar-me das minhas comodidades e prazeres, se não vejo algum resultado importante?” Com esta mentalidade, torna-se impossível ser missionário. Esta atitude é precisamente uma desculpa maligna para continuar fechado na própria comodidade, na preguiça, na tristeza insatisfeita, no vazio egoísta. Trata-se de uma atitude autodestrutiva, porque “o homem não pode viver sem esperança: a sua vida, condenada à insignificância, tornar-se-ia insuportável”.
Relendo a Bis Saeculari Die (Carta Magna das Congregações Marianas), do papa Pio XII, escrita a sessenta e sete anos atrás, nos apontava uma Congregação Mariana que produzia magníficos frutos, devido a seu número sempre crescente; pela eficácia espiritual de suas regras e pela pujante vitalidade interior que marcava o congregado mariano.
E a Santa Sé louvava o trabalho apostólico dos Congregados, pelo que produziam para a Igreja; pela colaboração fraterna com as demais associações católicas e pelo respeito à hierarquia: papa e bispos, e definia as congregações marianas como associações apostólicas, consideradas verdadeira ação católica e devem ser o que são, mantendo os trabalhos missionários, que tanto tem contribuído à Igreja.
Também há 25 anos, o papa Santo João Paulo II, nos deixava a Carta Encíclica, Redemptoris Missio falando sobre a validade do mandato missionário. Apresentando-nos Jesus, como único Salvador, pois “ninguém vai ao Pai, senão por Mim” (Jo 14,6), mostrando que a fé em Cristo é uma proposta de liberdade ao homem, que tem a Igreja como sinal e instrumento de salvação para todos os homens.
Na vida pública, Jesus torna presente o Reino e nos ensina que devemos estar a serviço deste Reino, onde o Espírito Santo é protagonista da missão, apontando vários caminhos, e na imensidão de horizontes, devemos seguir: “do Prata ao Amazonas, do Mar as Cordilheiras” (Hino das Congregações Marianas).
O papa nos apresenta os caminhos da missão: – Deve começar com o testemunho; depois o anúncio; seguindo, o convite à conversão; mas nossas congregações devem estar abertas e preparadas para receber e formar novos membros. E, para sermos forças evangelizadoras, precisamos dialogar com as pessoas, saber promover às congregações marianas, tendo a caridade como fonte e critério da missão.
Por fim o papa Santo João Paulo II, nos aponta, qual deve ser a espiritualidade missionária: 1º) Deixar-se conduzir pelo Espírito; 2º) Viver o Mistério de “Cristo enviado”; 3º) Amar a Igreja e os homens como Jesus amou e 4º) O verdadeiro missionário é santo, ou seja, um congregado mariano santo.
Para o congregado mariano manter vivo o ardor missionário, é necessária uma decidida confiança no Espírito Santo, porque Ele “vem em auxílio da nossa fraqueza” (Rm 8,26). Olhemos a figura da Virgem Maria, Estrela da Evangelização, colaboradora com gratidão na obra da salvação. Como os Apóstolos depois da ascensão de Cristo, as Congregações Marianas devem reunir-se “com Maria, a Mãe de Jesus” (At 1,14), para implorar o Espírito e obter força e coragem para cumprir o mandato missionário.
Não devemos desanimar, mas imitando a coragem dos Apóstolos, temos necessidade de ser transformados e guiados pelo Espírito.
Feliz Dia do Congregado Mariano!
Salve Maria!
Eduardo Lopes Caridade
Bibliografia:
  • Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, Papa Francisco, de 24/nov/2013, nº 19, 24, 28, 30, 35, 45, 50, 80, 81, 120, 124, 160, 173, 262, 265, 267, 272, 275, 280;
  • Constituição Apostólica Bis Saeculari Die, Papa Pio XII, de 27/set/1948;
  • Carta Encíclica Redemptoris Missio, Papa João Paulo II, de 7/dez/1990.
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