Comemorar o “Dia Internacional da Mulher”? Então…



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Comemorar o “Dia Internacional da Mulher”? Então…


Na
data em que comemoram o “Dia Internacional da Mulher” alguns devem
esperar certa felicitação do “Homem Católico”. Acontece que não estamos
incluídos nessa comemoração, entenda porque:
O texto abaixo foi publicado no blog Mulher Católica e é tudo que precisávamos para fazer entender porque não trata-se de uma comemoração digamos… católica!
“Dia
Internacional da Mulher”… Você já parou para pensar no por que da
comemoração dessa data? Tudo começou no final do século XIX, quando
mulheres que trabalhavam em indústrias reivindicaram melhores condições
de trabalho e melhores salários. As reivindicações não pararam por aí.
Ao longo do tempo, elas foram tomando corpo, fomentadas pelas ideologias
feministas, até chegarem hoje nas discussões sobre a igualdade de
gêneros, sexualidade e “saúde da mulher” [leia-se a “luta” pela
descriminalização do aborto, etc.].[1]
Nenhuma
mulher cristã em sã consciência deveria comemorar o dia “8 de Março”.
Mas, por incrível que pareça, as buscas do google trouxeram até
bastantes visitas ao Mulher Católica através da procura por “mensagens
católicas para o dia da mulher”… Acredito que as pessoas não têm ideia
de como e por que surgiu o “Dia Internacional da Mulher”, pois se
soubessem, não ficariam procurando mensagens “católicas”, já que de
católicas as reivindicações feministas não têm nada! E mais: semelhanças
entre teorias comunistas, socialistas e feministas não é mera
coincidência! Segundo Clara Zetkin[2], Lênin “considerava a plena igualdade social da mulher como um princípio indiscutível do comunismo.”[3] Ele afirmava:
Devemos
criar necessariamente um poderoso movimento feminino internacional,
fundado sobre uma base teórica clara e precisa. É claro que não pode
haver uma boa prática sem teoria marxista. Nós, comunistas, devemos
manter sobre tal questão nossos princípios, em toda sua pureza. Devemos
distinguir-nos claramente de todos os outros partidos. […].[4]
E
infelizmente, este “movimento feminino internacional” aconteceu.
Comunismo, marxismo, socialismo, feminismo, tudo de mãos dadas, e eis
onde a mulher chegou na modernidade: escrava de princípios e valores
totalmente anticristãos. A mulher abdicou do seu papel de mãe e
educadora em busca de uma equiparação com o homem que foi lhe imposta
por essas ideologias. A maternidade é vista como desgraça e ser mãe hoje
em dia é praticamente sinônimo de vergonha! As mulheres almejam, antes
de tudo, possuir uma carreira de sucesso do que constituir famílias
grandes, sólidas e cristãs, de acordo com a vontade Divina. Alguém já se
deu conta de qual é o papel que a mulher assume agora perante o mundo?
Ela simplesmente virou escrava do seu trabalho fora do lar. Está
fadada a uma jornada dupla, ou até mesmo tripla de trabalho, sendo que
isto ocorre, na maioria das vezes, por vontade própria, não por
necessidade, já que o que está em jogo é sua “auto realização” e
“satisfação pessoal”. A mulher moderna quis “independência” do seu marido, mas, em contrapartida, tornou-se dependente dos seus patrões e de uma carreira de sucesso,
mesmo que isto signifique o prejuízo de sua saúde e/ou o abandono da
sua família. Às vezes me pergunto: que lugar as crianças de hoje ocupam
na vida corrida das suas mães com carreiras brilhantes?A Igreja
sempre ensinou que a tarefa principal da mulher que é mãe e esposa é
educar seus filhos e cuidar do seu lar. Ensina Pio XII que “o ofício da
mulher, sua maneira, sua inclinação inata, é a maternidade. Toda mulher é
destinada a ser mãe; mãe no sentido físico da palavra, ou em um
significado mais espiritual e elevado, mas não menos real.”[5] Porém,
este ofício feminino vem sendo desmantelado, não coincidentemente. A
revolução feminista/marxista/socialista veio exatamente tirar a mulher
do centro do seu reino, porque destruindo o lar se destrói a
família, e destruindo a família, se destrói e se corrompe a sociedade.
Não foi à toa que São Pio X disse a seguinte frase: “Dai-me mães
verdadeiramente cristãs e eu lhes darei santos”, e que Pio XII proferiu a
seguinte sentença: “a esposa e mãe é o sol da família”[6]. Tirai este sol que ilumina e dá graça ao lar e tudo será escuridão, lugubridade e trevas!
Que
desde muito tempo os acontecimentos públicos tenham-se desenvolvido de
modo não favorável ao bem real da família e da mulher é um fato
inegável. E para a mulher, voltam-se vários movimentos políticos, para
ganhá-la à sua causa. Alguns sistemas totalitários colocam diante de
seus olhos magníficas promessas; igualdade de direitos com os homens,
proteção das gestantes e das parturientes, cozinha e outros serviços
públicos comuns que libertarão do peso das obrigações domésticas. […]
Permanece, porém, o ponto essencial da questão, a que já acenamos: a
condição da mulher com isto se tornou melhor? A igualdade de direitos
com o homem, trazendo o abandono da casa onde ela era Rainha, sujeita a
mulher ao mesmo peso e tempo de trabalho. Desprestigiou-se a sua
verdadeira dignidade e o sólido fundamento de todos seus direitos, quer
dizer, perdeu-se de vista o fim desejado pelo Criador para o bem da
sociedade humana e sobretudo pela família. Nas concessões feitas à
mulher é fácil de perceber, mais que o respeito de sua dignidade e de
sua missão, a mira de promover a potência econômica e militar do Estado
totalitário, do qual tudo deve inexoravelmente ser subordinado.[7]
Sabendo
que o socialismo, o marxismo, o comunismo e o feminismo são, por
essência, anti-cristãos, e sabendo que eles foram as ideologias de base
da revolução sócio-psico-cultural feminina e motivadores deste dito “Dia
Internacional da Mulher”, pergunto a você, leitor(a): 8 de Março: O que a mulher cristã comemora mesmo?
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[1] Revista Escola Abril. Por que 8 de março é o Dia Internacional da Mulher? Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagogica/8-marco-dia-internacional-mulher-genero-feminismo-537057.shtml. Acesso em 07/03/2013. [2] Clara
Zetkin era teórica marxista alemã, ativista e advogava pelos direitos
das mulheres. Foi considerada uma figura história do feminismo. Em 1911
ela organizou o primeiro “Dia Internacional da Mulher”. Companheira de
armas de Engels, Lênin e Stálin, também lutou pelo comunismo. (Cf. Wikipedia, Wikipedia.pt, Marxists.org)
[3] Clara Zetkin, in Notas de Meu Diário. Lênin, Tal Como Era. Páginas escritas depois da morte de Lênin. Disponível emhttp://www.marxists.org/portugues/zetkin/1920/mes/lenin.htm. Acesso em 08/03/2013.




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