Não ao aborto e aos Herodes de nosso tempo, exorta sacerdote brasileiro



Em um artigo intitulado o “Não ao aborto e aos Herodes de nosso tempo”o Pe. Marcelo Tenório da Diocese de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, adverte que “nos partidos políticos sempre há quem defenda uma moral contrária à moral cristã. Entretanto, nenhum outro assumiu isso publicamente como o PT”. “Se o PT assume tais posições e luta por elas, não pode receber o nosso voto. A sua candidata é a Sra. Dilma Rousseff, logo também não pode receber o nosso voto”, afirmou o sacerdote. Assim o Pe. Tenório exorta os católicos a dizerem Não a todos os políticos que querem atuar como modernos Herodes perseguindo os mais indefesos, neste caso, a criança não-nascida, legalizando o aborto. Abaixo reproduzimos na íntegra o texto do Pe. Tenório:

«Muitas pessoas de boa vontade, inquietas e preocupadas com as eleições deste ano, sobretudo para Presidência da República, indagam-nos sobre algumas questões pertinentes:
1. Pode-se votar em candidatos que defendem o aborto, a união entre pessoas do mesmo sexo, a eutanásia, ou qualquer outra coisa contrária à moral cristã?
2. Existe algum partido que defenda de forma clara o aborto, a união homossexual, a eutanásia?
3. A Igreja apóia algum partido político?
 


Bem, comecemos do fim. A Santa Igreja, fundada por Nosso Senhor, tem a missão de anunciar o Reino dos Céus a todos os povos, a fim de que “todos cheguem ao conhecimento da Verdade” (I Tm 2, 4) e possam salvar-se. Ao criar o homem a sua imagem e semelhança Deus Pai lhe infundiu no coração a sua Lei Divina como base para toda e qualquer lei humana, positiva, de forma que toda norma social dela se originasse e a ela convergisse. 



Por isso, respondendo à primeira interrogação, não podemos eleger com nosso voto pessoas que não se alinham à Lei Suprema e Divina e que defendam posições contra a Lei de Deus, ou mais claramente, contra Deus. Votar em quem é a favor da legalização do aborto, quem defende e promove o reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo, é colaborar com a paganização do Estado, que jamais pode ser laico, visto que deve ser regido por leis em perfeita harmonia com a Lei Divina Positiva. É o que chamamos de Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo.



Nos partidos políticos sempre há quem defenda uma moral contrária à moral cristã. Entretanto, nenhum outro assumiu isso publicamente como o PT. Em suas declarações, documentos e práticas, fica bem claro o que ele pensa e para onde ele aponta.



Vejamos os passos que o governo do PT tem dado em direção à legalização do aborto no Brasil e demais atentados contra a moralidade cristã, que nos foi apresentado de forma sintética pelo Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo da Diocese de Guarulhos, São Paulo:

Aos 11 de abril de 2005, o governo Lula comprometeu-se a legalizar o aborto no Brasil, assinando o Segundo Relatório do Brasil sobre o Tratado de Direitos Civis e Políticos, apresentado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU (nº 45) e, em agosto do mesmo ano, entregou ao Comitê da ONU para a eliminação de todas as formas de descriminalização contra mulher (CEDAW), documento no qual reconhece o aborto como Direito Humano da Mulher.



Em setembro de 2007, no seu IIIº Congresso Nacional, o PT assumiu a descriminalização do aborto e a regulamentação do atendimento de todos os casos no serviço público, como programa de partido. E no dia 20 de fevereiro de 2010, no seu IVº Congresso Nacional, o PT manifestou ‘apoio incondicional’ ao 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) editado pelo Presidente Lula, no final de 2009. O programa inclui entre outros temas, a defesa da descriminalização do aborto.



O PT puniu os deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso por se recusarem a assinar o Projeto de Lei que tornava livre a prática do aborto...



Mais recentemente, em 16 de julho de 2010 (no mês passado!!!), a Ministra Nilceia Freire, na linha da política do Senhor Presidente da República, propôs a liberação total do aborto em toda América Latina através do Consenso de Brasília.



Chamam a nossa atenção as propostas de governo da candidata à Presidência, que alteram a linguagem mas não alteram o conteúdo. Já apresentou três propostas de Governo, sendo que a segunda ‘maquia’ a primeira, e a terceira ‘maquia’ a segunda retirando tudo que pudesse deixar ‘transparecer’ os objetivos de liberar o aborto, para não ‘prejudicar’ sua candidatura. Há rumores de que, no próximo mês será anunciada uma ‘quarta’ proposta...

Para evitar desgastes na campanha de sua candidata, o Sr. Presidente ‘engaveta decisões sobre temas polêmicos’ (Cf. O Estado de São Paulo – 06/08/2010 – A7). Contrariamente a todos estes ‘ajustes’ que tentam mascarar a verdade, o Evangelho nos manda: ‘O seu Sim, seja Sim. O seu Não, seja Não’ (Mt 5,37). Sem subterfúgios, sem máscaras, para não esconder a verdade...”

O que acabamos de ler é grave e requer de nós católicos posicionamento e radicalidade evangélica. Ensina o Catecismo da Igreja que colaborar com o pecado grave, nem que seja por omissão é comete-lo também. O aborto é pecado grave que brada aos céus por justiça. Votar em qualquer candidato que o apóia é ser réu diante de Deus, é ficar com as mãos sujas do sangue dos inocentes que será derramado mais ainda se esta lei iníqua um dia for aprovada.



Ora, se o PT assume tais posições e luta por elas, não pode receber o nosso voto. A sua candidata é a Sra. Dilma Rousseff, logo também não pode receber o nosso voto.



Lembremo-nos do belo hino que um dia ecoou em nossas catedrais e praças: “Levantai-vos soldados de Cristo! Sus correi! Sus voai à vitória!”

Defendamos a nossa fé! Defendamos a vida dos inocentes indefesos que está em nossas mãos! Defendamos a Família tão querida por Deus. Não queiramos escutar no dia do nosso julgamento aquelas palavras terríveis do Senhor: “Afastai-vos de Mim, vós que praticastes a iniqüidade” (Mt 25, 41).»

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