Boletim de Maio de 2009.

maio de 2009 - ano paulino - Tempo Comum - Ano B (Marcos)


Calendário de atividades da Congregação


02 - Reunião Ordinária (18 h, na sede).
16 – Reunião Ordinária (18 h, na sede).
17 – Dia Nacional do Congregado Mariano
30 – Reunião Ordinária (18 h, na sede).
31 – Concentração Arquidiocesana das CCMM de Niterói.

“se Deus existe, o não-crente perdeu tudo”


Pregação do Pe. Cantalamessa na celebração da Paixão do Senhor


O Pe. Raniero Cantalamessa, ofm. Cap., na homilia que pronunciou na celebração da Paixão do Senhor, presidida por Bento XVI na Basílica de São Pedro, respondeu ao slogan que circula nos ônibus de algumas cidades da Europa: Provavelmente Deus não existe. Deixe de preocupar-se e aproveite a vida.
“A mensagem subliminar é que a fé em Deus impede de desfrutar a vida, é inimiga da alegria. Sem essa, existiria mais felicidade no mundo!”, constatou o pregador.
E respondeu à provocação propondo a pergunta que cedo ou tarde toda pessoa se faz, crente ou não-crente: qual é a origem e o sentido do sofrimento?
O pregador do Papa respondeu como o apóstolo São Paulo: O pecado é “a principal causa da infelicidade dos homens, ou seja, a rejeição de Deus, e não Deus!”.
O pecado, declarou, “prende a criatura humana na ‘mentira’ e na ‘injustiça’ (Rm 1,18ss; 3,23), condena o próprio cosmos material à ‘vaidade’ e à ‘corrupção’ (Rm 8,19ss) e é a causa última também dos males sociais que afligem a humanidade”.
Na cruz, explicou o Pe. Cantalamessa citando São Paulo, “Cristo derrubou o muro de separação, reconciliou os homens com Deus e entre si, destruindo a inimizade. A partir daí, a antiga tradição desenvolverá o tema da cruz como árvore cósmica que, com o braço vertical, une céu e terra e, com o braço horizontal, reconcilia entre si os diversos povos do mundo.”
Trata-se, declarou o sacerdote capuchinho, de um “evento cósmico e ao mesmo tempo personalíssimo: ‘Ele me amou e se entregou por mim’” (Gal 2, 20). Neste sentido, cada homem,
acrescentou o pregador, é “aquele por quem Cristo morreu” (Rm 14,15). Com sua morte, Cristo não somente venceu o pecado, mas também deu um sentido novo ao sofrimento, também àquele que não depende do pecado de ninguém”.
Jesus, insistiu, fez do sofrimento “um instrumento de salvação, um caminho à ressurreição e à vida. Seu sacrifício exercita seus efeitos não através da morte, mas sim graças à superação da morte, isto é, à ressurreição. Cristo não veio, portanto, para aumentar o sofrimento humano ou a pregar a resignação dessa; veio para dar-lhe um sentido e anunciar o fim e a superação”.
O Pe. Cantalamessa constatou que lêem esse slogan nos ônibus de Londres e de outras cidades também os pais com um filho doente, as pessoas sozinhas ou que ficaram sem trabalho, os exilados que fogem dos horrores da guerra, quem sofreu graves injustiças na vida... “Eu procuro imaginar sua reação ao ler as palavras: ‘Provavelmente Deus não existe: aproveite, portanto, a vida!’ E com quê?”, perguntou.
Mas, continuou reconhecendo, “não é a única incongruência dessa ideia publicitária.’Deus provavelmente não existe’: portanto, poderá existir, não se pode excluir totalmente que exista. Mas, querido irmão não-crente, se Deus não existe, eu não perdi nada; se, ao contrário, Ele existe, você terá perdido tudo!”, disse.
“Devemos quase agradecer aos que lançaram aquela campanha publicitária; ela tem servido à causa de Deus mais do que muitos dos nossos argumentos apologéticos. Mostrou a pobreza de suas razões e contribuiu para despertar muitas consciências adormecidas”, assegurou diante do Papa e dos milhares de fiéis que lotavam a basílica.
O Pe. Cantalamessa concluiu citando uma oração da celebração da cruz que diz que os homens só podem encontrar a paz se encontram Deus, pois no coração há uma profunda nostalgia d’Ele.
Implorando ao Senhor, disse: “Fazei que, superando cada obstáculo, reconheçamos os sinais da vossa bondade e, estimulados pelo testemunho da nossa vida, tenhamos a alegria de crer em vós, um verdadeiro Deus e Pai de todos os homens”.
©Zenit.org

Papa explica aos jovens sentido da cruz: renúncia de si mesmo


A celebração do Domingo de Ramos em Roma na Praça de São Pedro acolheu os jovens da diocese de Roma, assim como dois grandes grupos procedentes de Sydney (Autrália) e Madri (Espanha) para a cerimônia de entrega da Cruz e do Ícone da Jornada Mundial da Juventude, que aconteceu depois da Missa, durante o Ângelus.
“Quem quer ficar com sua vida para si, viver só para si mesmo, abraçar tudo para si e desfrutar todas as possibilidades – precisamente este perde a vida. Esta se converte em fugaz e vazia. Só o abandono de si mesmo, só no dom desinteressado do eu a favor do tu, só no “sim” à vida maior, própria de Deus, também nossa vida chega a ser ampla e grande”.
A Cruz portanto revela o mistério do amor, pois este “significa abandonar-se a si mesmo, doar-se, não querer possuir a si mesmo, mas ser livre: não prender-se a si mesmo – o que será de mim –, mas olhar adiante, para o outro – para Deus e para os homens que Ele me envia”.
Esta verdade não deve ser vista como algo abstrato, explicou, mas que “na realidade concreta, não se trata simplesmente de reconhecer um princípio, senão de viver sua verdade, a verdade da cruz e da ressurreição. O grande “sim” do momento decisivo em nossa vida – o “sim” à verdade que o Senhor nos põe diante – deve ser depois cotidianamente reconquistado nas situações de
todos os dias, nas quais, sempre de novo, devemos abandonar nosso eu, colocar-nos à disposição, quando no fundo queríamos, ao contrário, agarrar-nos a nosso eu”, acrescentou.
A uma nova vida reta, afirmou o Papa, “pertence também o sacrifício, a renúncia. Quem promete uma vida sem este sempre novo dom de si, engana as pessoas. Não existe uma vida com realização sem sacrifício”.
Aceitar, portanto, a cruz na própria vida, explicou Bento XVI aos jovens, supõe que “a glória de Deus, seu senhorio, sua vontade é sempre mais verdadeira que meu pensamento e minha vontade”.
A oração consiste em “aprender esta ordem justa da realidade, aceitá-la intimamente; confiar em Deus e crer que Ele está fazendo o justo; que sua vontade é a verdade e o amor; que minha vida chega a ser boa se aprendo a aderir a esta ordem. A vida, morte e ressurreição de Jesus são para nós a garantia de que podemos verdadeiramente confiar em Deus. É desta forma que se realiza seu Reino”.
Este sinal da cruz, acrescentou o Papa aos jovens, “vai de um lado a outro do mundo, de mar a mar. E nós a acompanhamos. Progredimos com ela no caminho e encontramos assim nosso caminho. Quando tocamos a Cruz, e mais, quando a levamos, tocamos o mistério de Deus, o mistério de Jesus Cristo”, acrescentou, mas “também a lei fundamental, a norma constitutiva de nossa vida, ou seja, o fato de que sem o “sim” à Cruz, sem caminhar em comunhão com Cristo dia a dia, a vida não pode ir bem”.
“Quem quer reservar sua vida para si mesmo, a perde. Quem entrega sua vida – cotidianamente, nos pequenos gestos que fazem parte da grande decisão – este a encontra. Esta é a verdade exigente, mas também profundamente bela e libertadora, na qual queremos entrar passo a passo durante o caminho da Cruz através dos continentes”, concluiu.
©Zenit.org

Estamos à procura da Santíssima Virgem


Padres e fiéis estão surpresos por não encontrarem nenhuma estátua da Virgem Maria em algumas Igrejas, felizmente, poucas. Esta ausência não favorece a devoção à Mãe de Deus que é, igualmente, a Mãe dos homens.
Assim, insisto que em cada lugar de culto, uma estátua da Virgem Santíssima seja oferecida à devoção do bom povo de Deus, segundo a antiga tradição da Igreja Latina. Sabemos, igualmente, que a Igreja Ortodoxa venera a imagem da Virgem Maria e que os irmãos protestantes a honram em seus templos. Desejo, de igual modo, que em todas as Igrejas a estátua da Virgem Santíssima seja honrada, dignamente, com flores, principalmente nos meses de maio e de outubro. Deus continua, sempre, a nos dar Seu Filho Jesus por Maria: rezar a Maria significa aproximar-se de Seu Filho.

† A. Renard, Cardeal de Lyon
Revista do Rosário, out./nov. 1968

Aconteceu na Congregação


•A Congregação Mariana participou das cerimônias da Semana Santa de 2009 em vários locais do Rio de Janeiro e de Niterói.
•O nosso boletim mensal “Arauto Mariano” tem a tiragem de 1000 exemplares, para que possamos fazer a obra de Boa Imprensa na evangelização dos arredores da sede e para a propaganda das Congregações Marianas.
•A tiragem da edição de abril do Arauto Mariano foi distribuída nas paróquias de Neves, Covanca, Barro Vermelho, Barreto e Catedral. Por correio, foram enviados exemplares para algumas Congregações Marianas da Federação de Niterói e para outras Federações do Brasil, bom como para a lista de apoiadores da nossa Congregação.
•A edição do mês de Abril também foi distribuida para moradores dos bairros do entorno da sede, como Zumbi, Engenho Pequeno, Pita, Sete Pontes e Barro Vermelho.
•Devido a compromissos de nossos membros, o horário das reuniões Ordinárias da Congregação será postergado para as 19 horas dos sábados costumeiros.

Como sobre a flor


Como sobre a flor desce o suave orvalho,
cujo fruto procede e vem na devida estação;
como no espelho entre a face oposta
e, suavemente, como delicada chuva de lã de carneiro;
como a voz que adentra a casa sem trancas,
e o coração adentra os pensamentos,
cristal a portar o sol, sem por ele ser trespassada;
assim Jesus, para revestir-se de humanidade,
veio em Maria e ela manteve-se íntegra,
Mãe em perpétua virgindade.

Antoine du Saix,
Pequena miscelânea de um aprendiz, 1537.





Congregação Mariana Sede da Sabedoria
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blog da Congregação: sededasabedoria.blogspot.com

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