25 de março - fundação da primeira Congregação Mariana no mundo.

25 de março - solenidade da Anunciação do Senhor (Nossa Senhora da Anunciação)
fundação da primeira Congregação Mariana no mundo
Roma, 1563.


"Roma e o Colégio Romano estavam fadados para o berço da primeira Congregação própriamente Mariana, cuja fundação Deus reservara a um jesuíta belga: o pe. Leunis. Em 1563 reunia este Padre, no princípio semanalmente, depois cada dia, aos pés de Nossa Senhora, os seus discípulos e muitos que não o eram, orando todos à Ssma. Virgem, e ouvindo a seguir uma breve leitura espiritual. Nos Domingos e Festas cantavam-se ainda as Vésperas solenes. Um ano depois, em 1564 eram já setenta os congregados e davam-se as primeiras Regras, cujo teor em resumo era:
Fim primário: progresso na sólida piedade e no cumprimento dos próprios deveres, sob a proteção e com a ajuda da Virgem Ssma.
Meios: confissão semanal, ouvir Missa cada dia, rezar o Rosário, e fazer outras orações do Manual. Nos dias de aula, depois desta, um quarto de hora de meditação, e outro de exame prático sobre os próprios deveres. Nos domingos e festas: canto das Vésperas, instrução pelo Diretor, visita aos hospitais, e outras obras de caridade. A Congregação tinha um Presidente e alguns Oficiais subalternos, subordinados todos ao Diretor, que devia ser da Companhia de Jesus.
Com o andar do tempo, formou-se ao lado da Congregação uma Academia em que se apresentavam trabalhos escritos, muitos deles dramáticos, e se discutiam teses com argumento determinado, sendo muitas vezes as sessões honradas com a presença de homens notáveis por saber ou posição social."

(texto atribuído ao pe. Émile Villaret, SJ - o maior historiador das Congregações Marianas)

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"Ocorrendo o auspicioso bicentenário do dia em que Bento XIV confirmou com novos
benefícios, por meio da bula áurea “Gloriosae Dominae”, as congregações marianas, perpetuamente
erigidas e instituídas por Gregário XIII , entendemos ser do nosso munus apostólico não só
congratular-nos paternalmente com os diretores e membros das mesmas congregações, mas declarar
que confirmamos e ratificamos os privilégios e as amplíssimas graças com que, no decurso de quase
quatro séculos, muitos predecessores nossos e nós próprios enriquecemos as ditas congregações
por tantos e tão grandes méritos para com a Igreja.
2. É que sabemos muito bem não só quão grande “utilidade - para usarmos as palavras de Bento XIV
na citada bula áurea - derivou desta piedosa e louvável instituição para os homens de todas as classes
sociais”,  nos tempos passados, mas também o grande empenho e esforço de ânimo, com que, em nossos
dias, estas falanges marianas, seguindo as gloriosas pegadas dos antepassados e obedecendo religiosamente
às suas leis, se colocam nas primeiras filas, sob os auspícios e a direção da hierarquia eclesiástica, apoiando e
suportando com constância trabalhos para a maior glória de Deus e para o bem das almas; de tal maneira que
devem ser consideradas como aguerridas coortes e forças espirituais, prontas a defender, assegurar e
propagar o catolicismo."

papa Pio XII
Constituição Apostólica Bis Saecularii Die sobre as Congregações Marianas

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A atual Regra da Vida foi elaborada durante o ano de 1992 por uma
Comissão de Congregados Marianos de várias regiões do país,
coordenada pelo representante do Assistente Eclesiástico Nacional.
enriquecida com muitas sugestões e críticas de Bispos, Sacerdotes e
outros Congregados Marianos e finalmente levada ao estudo de todas as
Federações Diocesanas que mandaram mais de 200 emendas. O texto,
acolhidas as últimas emendas colocadas, na ocasião, em destaque, foi
aprovado pela votação unânime dos delegados das Federações
Diocesanas, reunidos na Assembléia Nacional, realizada dia 7 de
novembro de 1992 na cidade de Aparecida, SP. O texto foi homologado
pelo Assistente Eclesiástico Nacional, Cardeal Dom Eugenio Sales, em 3
de dezembro de 1992. Submetida, em 12 de maio de 1993, mediante
carta do Assistente Eclesiástico Nacional, à aprovação da Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil, Foi ela aprovada em 22 de agosto de 1993
pelo Decreto da Presidência n° 5/93, com a indicação de várias
modificações para maior fidelidade às exigências da Lei Canônica e para
explicitar mais claramente a estrutura organizativa, os níveis de
dependência e relacionamento com a autoridade eclesiástica competente.
Estas modificações foram aprovadas por unanimidade pelos Delegados
das Federações Diocesanas, reunidos em Assembléia Nacional, realizada
no dia 6 de novembro de 1993, em Aparecida, SP. Submetido à
Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil, o atual texto da Regra de
Vida foi aprovado, "ad-experimentum", pelo prazo de cinco anos, pelo
Decreto da Presidência nu 7/93, de 25 de novembro de 1993.


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